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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Melhor ou Pior?



Normalmente, passamos todo o tempo a comparar e discriminar isto e aquilo. Andamos sempre à procura das coisas boas que nos aconteceram. E por causa disto tornamo-nos inquietos e ansioso em relação a tudo.


Da mesma forma que conseguimos imaginar mais e melhor para nós, que aquilo que temos ou que aquilo que somos, conseguimos também, naturalmente, imaginar que nos pode acontecer algo bem pior.


Somos constantemente perseguidos pela ideia que esse "mau" acontecerá. Por outras palavras, enquanto andarmos a distinguir entre o melhor e o pior para nós, nunca vamos encontrar a paz absoluta. Para isso temos que pensar que, independentemente do que nos aconteça, acontece sempre da melhor maneira.

Só quando conseguirmos pôr de parte os pensamentos de distinção entre o melhor e o pior e começarmos a ver tudo em termos de uma Identidade Única, seremos capazes de adoptar uma atitude diferente em relação à vida -- a atitude da mente magnânima com o que nos acontece, que nos leva a viver para fora do nosso Eu e a vivenciarmos a Identidade Única, revelando-nos assim uma vida verdadeiramente pacífica.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Nada e Tudo




O grande professor indiano Nisargadatta Maharaj disse uma vez, "A sabedoria diz-me que eu sou nada. O amor diz-me que eu sou tudo. Entre os dois a minha vida flui". "Sou nada" não quer dizer que temos um deserto desolado dentro de nós. Significa sim, que com consciência nós abrimos a um espaço claro e limpido, sem centro ou periferia, onde nada é separado. Se somos nada, não existe absolutamente nada a servir como uma barreira nem limites para a nossa livre expressão do amor. Ao sermos nada, nós somos também, inevitavelmente, tudo. "Tudo" não quer dizer auto-engrandecimento, mas um reconhecimento decisivo da interligação; de que nós não estamos separados. Então ambas as sensações; como o claro espaço aberto do "nada" e o a sua ligação ao "tudo" acordar-nos para a nossa verdadeira natureza.

Esta é a verdade que nós contactamos quando meditamos, um sentido de unidade para além do sofrimento. Está sempre presente; nós meramente necessitamos poder acedê-lo.



Sharon Salzberg, Lovingkindness